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800px-John Martin - Sodom and Gomorrah

A Destruição de Sodoma e Gomorra, John Martin, 1832.

Sodoma e Gomorra (do hebraico סְדוֹם Sodom e עֲמוֹרָה Amorah ) são, de acordo com a Bíblia judaico-cristã, duas cidades que teriam sido destruídas por Deus com fogo e enxofre descido do Céu. Segundo o relato bíblico, as cidades e seus habitantes foram destruídos por Deus devido a prática de actos imorais. Os seus habitantes eram cananeus. A expressão "Sodoma e Gomorra", se aplica por extensão as 5 cidades-estados do Vale de Sidim, no Mar Salgado ou Mar Morto. Eram elas: Sodoma, Gomorra, Admá, Zebolim e Bela (também é chamada de Zoar[1]).

O Vale de Sidim ("Vale dos Campos") era descrito na como um lugar paradisíaco[2]. Ocupava uma área aproximadamente circular no vale inferior do Mar Salgado, actualmente submerso pelas suas águas salgadas. A região é chamada em hebraico de Kikkár que significa "Bacia". A pequena península na margem oriental do Mar Salgado, é chamada em árabe de El-Lisan que significa "A Língua". Desde da península de El-Lisan ao extremo Sul, seria o Vale de Sidim. O seu fundo registra uma profundidade de 15 a 20 metros, enquanto para Norte da península, o fundo desce rapidamente para uma profundidade de 400 metros.

O Vale do Rio Jordão situa-se numa importante falha tectónica que desce a abaixo do nível médio do mar. A citada destruição poderia muito bem ter sido originada por um forte sismo que terá originado actividade vulcânica.

Evidências históricas Editar

Predefinição:Sem-fontes

Arquivo:Dead sea.jpg

Durante doze anos, as cidades do Vale de Sidim foram feitas suas tributárias do Elão. No décimo-terceiro ano, seus reis se rebelaram. A Enciclopédia Funk & Wagnalls menciona que os elamitas destruíram a cidade de Ur, na Baixa Mesopotâmia, por volta de 1950 a.C.. Subsequentemente, exerceram considerável influência na Mesopotâmia. Quedorlaomer, Rei do Elão, lidera uma coligação para punir os rebeldes. Esta força militar é formada pelos exércitos dos reis de Sinear, Elasar, Elão e Goim. Invade a região da Transjordania, do Negebe e o Vale de Sidim. Quedorlaomer ou Kudur-lahmil, possivelmente significa "Servo de [deus] Lagamar".

Alguns arqueólogos consideram que Numeira ou Arabá, seria a antiga Gomorra. Para outros arqueólogos, é possível que um grande terremoto tenha destruído estas cidades e provocado uma mudança de nível das terras ocupadas por elas, quando suas ruínas foram inundadas pelas águas do mar.

Os geólogos canadenses Grahan Harris e Anthony Berardow, descobriram que a Península de Lisan, era parte oriental do mar morto, e teria sido o epicentro de um terremoto de escala maior que seis na escala Richter ocorrido há aproximadamente 4.000 anos (no mesmo periodo que teria sido a destruição de Sodoma, Gomorra, Adma e Zeboim). Segundo estes geólogos, o terremoto provocou efeitos que levou ao engolimento das construções. Os restos de Gomorra estariam embaixo das águas do Mar Morto.

Segundo a revista Despertai!, arqueólogos suecos teriam encontrado vestígios das antigas Sodoma e Gomorra. Em cooperação com o Departamento de Antigüidades de Amã, os cientistas fizeram a descoberta em Lisan, ao leste do mar Morto, na Jordânia.

O jornal sueco Östgöta-Correspondenten teria explicadoPredefinição:Carece de fontes: "...é surpreendente que se encontrassem restos de construções destruídas uns 1.900 anos antes de Cristo". Estes arqueólogos estariam convencidos de que encontraram Sodoma e Gomorra. Depois de analisarem objetos de cerâmica, muros, sepulcros e artefatos de pederneira, sua conclusão foi de que as cidades foram destruídas por um desastre natural.

O pecado dos Sodomitas Editar

Arquivo:Dead Sea Comparative.jpg

Até hoje há controvérsias entre os religiosos se o motivo da destruição das cidades de Sodoma e Gomorra terias sido as relações homossexuais de seus habitantes ou a perversidade daquelas pessoas.

Após o retorno de Abraão do Egipto, o relato bíblico menciona que os habitantes de Sodoma eram grandes pecadores contra Deus[3]. Porém, isso não impediu uma coexistência pacífica entre os habitantes de Sodoma com o patriarca Abraão, e com o seu sobrinho, .

Teriam sido dois anjos de Deus que dizem a Abraão que "o clamor de Sodoma e Gomorra se têm multiplicado, e porquanto o seu pecado se têm agravado muito".

Abraão então intercede consecutivas vezes pelo povo sodomita, e Deus ao final lhe responde se houvesse em Sodoma dez pessoas justas, a cidade não seria destruída[4].

Nesse mesmo dia, os dois anjos que visitaram Abraão descem à cidade e são hospedados na casa de Ló[5]. Antes de se deitarem, os homens da cidade cercaram a casa de Ló para terem relações sexuais com seus dois hóspedes. Ló então sai na defesa dos anjos[6].

Ferindo com cegueira os homens que estavam junto á porta da casa de Ló, os anjos retiram o patriarca e sua família da cidade e lhes dá a ordem de seguirem sempre em direção das montanha sem olharem para trás. Então, de acordo com Gênesis, inicia-se a destruição de Sodoma e de toda a planície daquela região.

Assim, devido à interpretação feita a respeito do relato bíblico, sodomia tornou-se assim sinônimo de actos homossexuais ou de perversões sexuais em geral.

No entanto, ao ler o resto da descrição se percebe que teria de haver habitantes heterossexuais na cidade, pois Ló sai na defesa dos seus hóspedes oferecendo suas filhas virgens para que não abusassem dos anjos[7], além de ter genros que viviam na mesma cidade[8].

Entretanto, os homens da cidade afrontaram a Ló dizendo "Como estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e quereria ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal a ti do que a eles"[9], indicando como causa expressa do ataque o que, nos dias de hoje, seria classificado como xenofobia, sendo que, em um relato anterior à destruição da cidade de Sodoma, teria sido por causa de Ló que os sodomitas foram libertos por Abraão de uma invasão estrangeira num momento anterior.

Como já foi colocado, os anjos intervieram então para proteger Ló da multidão e exortam-no a partir sem demora, visto que as cidades do Vale de Sidim seriam destruídas por fogo e enxofre[10].

No livro de Ezequiel pode ler-se "Eis em que consistiu o crime de Sodoma [...]: orgulho, abundância de alimentos e insolências; estas foram as faltas que cometeu [...]: não socorreram o pobre e o indingente"[11]; pelo contrário em carte do aposto Paulo aos Coríntios se pode ler "Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas"[12], o mesmo trecho na tradução Basic English (1965) a referência a "sodomita" foi substituída por "aqueles que fazem mau uso dos homens".

Portanto, ainda que a Bíblia reprove o comportamento homossexual, tudo indica que os pecados de Sodoma teriam ido além das relações sexuais ilícitas, pois ao que parece os habitantes da cidade tinham uma conduta perversa, sem afeição natural e ingrata.

Ver também Editar

ReferênciasEditar

  1. Gênesis 14:2
  2. Gênesis 13:10
  3. Génesis 13:13
  4. Gênesis 18:20-33
  5. 19:1-3
  6. 19:4-9
  7. Gênesis 19:8
  8. Gênesis 19:14
  9. Gênesis 19:9
  10. 19:10-13, 23-25
  11. Ezequiel 16:49
  12. I Coríntios 6:9


Ligações externasEditar

45px-Smallwikipedialogo.png Este artigo utiliza material oriundo da Wikipédia. O artigo original está em Sodoma e Gomorra. A relação dos autores originais pode ser vista no histórico do artigo. Assim como acontece com a Cristianismo Wiki, o texto da Wikipédia encontra-se debaixo da Licença de Documentação Livre GNU.


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