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Novo Testamento

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Novo Testamento
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II João (II Jo)
III João (III Jo)
Judas (Jud)
Livro Profético
Apocalipse (Apoc, Ap)


O Novo Testamento, também conhecido por Escrituras gregas, é o nome dado à parte da Bíblia que foi escrita após o nascimento de Jesus. O termo é uma tradução do Latim, Novum Testamentum, que em grego escreve-se Η Καινη Διαθηκη, Hê Kainê Diathêkê, significando "A Nova Aliança" ou Testamento. Foi originalmente usado pelos primeiros cristãos para descrever suas relações com Deus (veja II Coríntios 3:6-15; Hebreus 9:15-20) e posteriormente para designar uma coleção específica de 27 livros.

Livros do Novo TestamentoEditar

Os 27 livros do Novo Testamento foram escritos por vários autores em várias épocas e lugares. Ao contrário do Velho Testamento, o Novo foi escrito em um curto espaço de tempo, durante um século ou um pouco mais. A seguir, uma lista dos livros do Novo Testamento, seguidos pelos autores que a tradição, baseada no testemunho dos pais apostólicos, costuma atribuir.

EvangelhosEditar

A palavra evangelho significa "Boa Nova", e refere-se ao nascimento do Messias prometido. Os evangelhos focam a vida, morte, e ressurreição de Jesus, bem como os seus ensinamentos. A origem dos evangelhos é objecto de controvérsia. Os seus autores procuraram fixar por escrito aquilo que até então circulava de boca em boca. Há opiniões divergentes.

HistóriaEditar

A história dos primeiros cristãos após a morte de Cristo é relatada no livro de Actos, de autoria atribuída a Lucas.

EpístolasEditar

Este grupo contém várias epístolas (cartas) escritas tanto para indivíduos quanto para as primeiras comunidades cristãs. A maioria dessas epístolas expõe pontos teológicos importantes para o desenvolvimento da doutrina cristã.

Epístolas PaulinasEditar

As Cartas Paulinas (ou Corpus Paulinum) são as epístolas que tradicionalmente se atribuem a Paulo (para raciocínios mais modernos, veja a seguir sobre a Autoria). Seus nomes assentam nos grupos cristãos ou pessoas a quem elas são dirigidas.

  • Hebreus - anônima, tradicionalmente atribuída a Paulo.

Outras EpístolasEditar

As outras epístolas ou epístolas universais são dirigidas às comunidades cristãs como um todo. Foram nomeadas de acordo com os seus autores. No período medieval, elas não figuravam juntamente com as epístolas paulinas, mas junto com Actos, formando assim o Praxapostolos.

  • Tiago - Tiago, o "irmão do Senhor"
  • I Pedro - Pedro
  • II Pedro - Pedro (alguns estudiosos atualmente acreditam que tenha tido um outro autor)
  • I João - João (as epístolas joaninas são ocasionalmente atribuídas a membros da sua comunidade de discípulos, embora esta primeira carta se assemelhe bastante ao estilo e vocabulário do evangelho atribuído a João)
  • II João - João
  • III João - João
  • Judas - Judas, irmão de Tiago.

ProfeciaEditar

  • Apocalipse - Tradicionalmente identificado com João.

IdiomaEditar

A língua popularmente falada na Palestina, na época de Jesus, era o Aramaico. No entanto, o texto original do Novo Testamento provavelmente foi escrito no Grego Koine, o dialecto típico nas províncias romanas do primeiro século, sendo posteriormente traduzido para diversas outras línguas, especialmente para o Latim, Siríaco, e Copta.

Entretanto, muitos dos pais da igreja alegam que Mateus foi originalmente escrito em Hebraico, enquanto outros afirmam que Paulo escreveu a Epístola aos Hebreus em hebraico, sendo traduzida para o grego por Lucas. Nenhuma dessas possibilidades é hoje sustentada pelos estudiosos modernos, que argumentam que a qualidade literária de Mateus e Hebreus sugerem que foram compostas diretamente em Grego, ao invés de terem sido traduzidos.

Devemos notar que muitos livros do Novo Testamento, especialmente os evangelhos de Marcos e João, foram escritos em um grego relativamente "pobre". Eles estão distantes do refinado grego clássico encontrado nas composições feitas pela classe alta, elite governamental, e filósofos conceituados da época.

Uma minoria de estudiosos considera que a versão aramaica do Novo Testamento seria a original e acredita que o grego é apenas uma tradução. Este ponto de vista é conhecido como Primazia Aramaica.

AutoriaEditar

Os autores dos livros do Novo Testamento da Bíblia teriam sido os apóstolos João, Mateus, Judas Tadeu, Tiago, Pedro e Paulo, além dos dicípulos João Marcos e Lucas, não sendo descartável a hipótese de haver autores desconhecidos pois até hoje se discute se Paulo teria escrito a epístola aos hebreus.

Data da composiçãoEditar

Embora não se tenham nenhum dos documentos originais, mas tão somente manuscritos dos séculos posteriores, acredita-se que os livros do Novo Testamento teriam sido escritos no século I da era comum, todos bem depois dos acontecimentos relativos à morte de Jesus.

Apesar do Evangelho de Mateus figruar como o primeiro livro do Novo Testamento bíblico, sabe-se que este não foi o primeiro a ser escrito, nem entre os evangelhos e quanto às demais obras. Isto porque o Evangelho mais antigo teria sido o de Marcos, escrito entre os anos 55 e 65 da era comum e pode ter servido de fonte para Lucas e Mateus ampliarem as informações sobre a vida de Jesus na terra, embora contenha 31 versículos a mais relativos a outros milagres não relatados pelos demais evangelistas.

Todavia, supõe-se que os livros mais antigos teriam sido as epístolas de Tiago e de Paulo aos gálatas, cuja época teria sido, aproximadamente, em torno do ano 49 da era comum, antes do Concílio de Jerusalém.

Já os últimos livros a serem escritos têm a sua autoria atribuída ao apóstolo João e seriam o seu Evangelho, as três epístolas e o Apocalipse. Este, por volta do ano 95 da era comum, em Patmos, no período da perseguição do imperador Domiciano.

Importante observar que o período que pode ter sido o de maior produção dos escritos do Novo Testamento corresponderia à década de 60 do século I, talvez como uma iniciativa de preservar as informações sobre as origens do cristianismo na época das perseguições de Nero, quando a maioria dos apóstolos foram martirizados, entre os quais Pedro e Paulo.

Por outro lado, as epístolas de Paulo foram muito utilizadas pelo apóstolo para fins de comunicação com as comunidades cristãs e com os pregadores durante os tempos de suas viagens missionárias e na época de Nero. Algumas cartas, como a epístola aos gálatas teriam sido bem antes da primeira perseguição aos cristãos do Império Romano. Outras teriam sido após os últimos relatos que constam no livro de Atos.

A canonização do Novo TestamentoEditar

A forma como conhecemos foi estabelecida no século IV, por Atanásio de Alexandria. Nas épocas pós-apostólicas, os escritos procedentes dos apóstolos e tidos como tais, foram gradualmente colecionados em um segundo volume do cânon, até se completar o que se chama o Novo Testamento.

A coleção completa se deu lentamente, por varias razões. Alguns dos livros só eram conhecidos como apostólicos em algumas Igrejas. Somente quando esses livros entraram no conhecimento do corpo cristão em todo o Império Romano, é que eles foram aceitos como de autoridade apostólica. O processo adotado foi lento, por causa ainda do aparecimento de vários livros heréticos e escritos espúrios, com pretensões de autoridade apostólica.

Critérios de CanonicidadeEditar

ApostolicidadeEditar

Um livro seria aceito se tivesse sido escrito por um apóstolo, ou por alguém do círculo apostólico. Se observarmos os escritores do Novo Testamento, poderemos notar essa condição. Mateus, João, Pedro e Paulo foram apóstolos; Tiago e Judas eram primos de Jesus; Marcos era associado na redação de seu Evangelho com Pedro; Lucas era associado de Paulo no trabalho missionário. O autor de Hebreus, se não for Paulo, é alguém que se situava no círculo apostólico (Hebreus 2:3-4). Assim, todo o Novo Testamento está ligado aos apóstolos de Jesus, que tinham sido especialmente designados por ele como porta-vozes autorizados. A antiguidade do livro, assim como a presença de doutrina apostólica aceita como padrão também contaria. É por este critério que Hebreus, Judas, Apocalipse e outros tiveram dificuldades para serem reconhecidos, pois sua autoria apostólica não era clara. Por outro lado, a atribuição do Didaquê, da Epístola de Clemente e do Pastor de Hermas, a personagens neo-testamentários (apóstolos, Filipenses 4:3 e Romanos 16:4) levou alguns a pensarem que os livros tinham caráter inspirados o suficiente para fazerem parte da Bíblia. A igreja antiga procurava distinguir livros autoritativos, dos livros úteis, como a Epístola de Barnabé.


ReceptividadeEditar

A igreja receptora deveria ser a testemunha do uso contínuo do documento e de sua origem apostólica. Este critério que decorre do anterior, atrapalhou muito as chamadas "Epístolas Gerais" por não serem dirigidas a uma só igreja e, portanto, carecerem de apoio específico no testemunho de sua origem apostólica. O fato de um livro estar sendo lido em público na igreja seria um fator muito importante para sua aceitação (1 Tessalonicenses 5:27; 2 Tessalonicenses 3:14-15; Colossenses 4:16; Apocalipse 1:3; 3 João 9).


Catolicidade do livroEditar

Escrito para todas as pessoas da época. Deveria também ser conhecido universalmente, isto é, ter sido aceito por todas as igrejas.


Consistência doutrinariaEditar

Seguia os parâmetros como o usado pelos judeus na formação do Antigo Testamento, os textos contidos no cânon deveriam seguir o ensino de Jesus e dos apóstolos, que era determinado pela ortodoxia – tradição vigente na Igreja. Critério esse que retirou vários livros considerados não tão colaboradores com as doutrinas e rejeitaria (como rejeitou) facilmente as obras consideradas heréticas, devido ao claro conteúdo de quebra com a tradição, transformando elas em apócrifas. O que faz pensar que também idéias que quebrassem os interesses políticos-religiosos da Igreja seriam rejeitados.


InspiraçãoEditar

Os livros que se submetiam ao julgamento era julgados pelos seus próprios conteúdos, após sua leitura. Segundo Kümmel os livros apócrifos estavam mais influenciados por ideais helenísticos.

Bibliografia Editar

  • BITTENCOURT, Benedito P. O Novo Testamento – Cânon – Língua – Texto. São Paulo: Aste, 1965
  • KÜMMEL, W. G. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Paulus, 1982.
  • LIMA, Alessandro. O Cânon Bíblico - A Origem da Lista dos Livros Sagrados. Brasília: Veritatis, 2007.
  • SHELLEY, Bruce L. História do Cristianismo ao alcance de todos: uma narrativa do desenvolvimento da Igreja Cristã através dos séculos. São Paulo: Shedd, 2004.

Ver tambémEditar

Links externosEditar


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