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IGREJA EVANGÉLICA REFORMADA DE ANGOLA

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A IGREJA EVANGÉLICA REFORMADA DE ANGOLA (IERA), foi fundada aos 25 de Junho de 1922, pelo missionário Archibald Patterson no Kikaya, Província do Uíge, de nacionalidade Inglesa e proveniente da cidade de Liverpool; a Missão do Norte de Angola (M.N.A.), abrangia apenas o Norte do país; nas três principais Estações Missionárias; Kikaya, Kinkuni e Kimbele.

A década de 60, foi uma época de afirmação dos nacionalistas Angolanos, e a Igreja deu também o seu contributo através de uma mensagem libertadora. Seguindo, deste modo, o exemplo de Cristo que veio libertar aqueles que se encontravam oprimidos. Quantas vezes os missionários, catequistas e pastores foram presos pelas autoridades coloniais acusados de contribuírem para abrir as mentes dos Angolanos? Pois que no entender das autoridades coloniais a mensagem que os missionários ensinavam era dirigida para conversão dos membros mas também reflectia ainda ideais libertadores do jugo colonial. Assim sendo, com o início e intensificação da guerra de libertação nacional, contra o regime colonial português em 1961, muitos pastores, catequistas e membros da IERA, foram presos e desterrados nos campos de concentração e a expulsão do Missionário pelas autoridades coloniais, que o acusavam ser incitador e insinuador dos negros à revolta, na Região Norte do país a Missão dividiu-se em três partes: uma parte refugiou-se para República do Zaire actual RDC, a outra nas matas com os guerrilheiros e a terceira permaneceu nas Vilas e Cidades, sob o controlo do Governo Português. E com o repatriamento do issionário e dispersão dos fiéis, as Missões de Kikaya, no Uíge e Kinkuni, em Sanza Pombo, fundadas por Missionário, foram ocupadas pelas forças Militares Portuguesas; e intensificaram a caça homem.

Acção essa que veio culminar com o assassinato de muitos pastores, catequistas e os seus colaboradores, bem como proibiram a realização de cultos de adoração a Deus e outras manifestações religiosas. Apesar disso, a guerra não destruiu a fé dos membros mas sim as infra-estruturas que até hoje está difícil para a igreja fazer a sua econstrução.

A insistência na obra do Evangelho resultou na prisão pela PIDE-DGS de alguns pastores como Victor Ventura Domingos, Azevedo Pereira, Domingos Cangundo, entre outros presos. Os que se escaparam refugiaram-se para actual RDC e Congo Brazaville em busca de segurança e onde permaneceram por muitos anos.

Na actual RDC, a Igreja era chamada de MISSÃO EVANGÉLICA DO NORTEDE ANGOLA NO EXÍLIO. Para mais tarde substituir o termo ?MISSÃO? por ?IGREJA?, e assim a Igreja passou a ser denominada no exílio ?IGREJA EVANGÉLICA DO NORTE DE ANGOLA? (IENA). Isso aconteceu numa reunião dos refugiados convocada por malogrado Rev. Manuel da Conceição, no dia 24 de Novembro de 1963, tida lugar no Centro da Igreja Baptista do Oeste do Zaire oriundo de American Foreigner Baptist Missionary.

Com a reabertura da Missão (já Igreja) em 1974, reatou o sentimento de engajamento e confiança na responsabilidade de reorganizar a Igreja, procurando assim unir as três partes separadas durante longos anos.

Com a proclamação da Independência de Angola pelo Saudoso Dr. António Agostinho Neto, no dia 11 de Novembro de 1975, anos depois a Igreja reuniu de 10 a 12 de Março de 1978 em Assembleia Geral e substituiu o termo ?NORTE? que restringia e isolava o raio de acção evangélica da igreja por termo ?REFORMADA?. Assim, a Igreja passou a ser denominada ?IGREJA EVANGÉLICA REFORMADA DE ANGOLA? (IERA). Apesar do seu fundador ter vindo da Igreja da Inglaterra, a IERA nunca foi filial dessa. Ela goza de personalidade e capacidade jurídicas próprias, regendo-se nos Estatutos e Regulamento de Ordem Interna, em conformidade com a Constituição do país. Hoje a igreja estende-se em 10 Províncias dentre as 18 Províncias que constituem o Território Nacional; nomeadamente; Uíge, Malanje, Kwanza Norte, Kwanza Sul Bengo, Luanda, Moxico, Zaire, Cabinda e Cunene. A IERA conta nesse momento com mais de 300 mil membros a nível nacional e 270 pastores que cobrem a IERA nas áreas onde ela existe. Fruto da acção evangelizadora dos cidadãos que sempre se sacrificaram em manter a chama acesa do Evangelho de Salvação.

AS MISSÕES

Com a ascensão a independência de Angola, as duas Missões aspiraram o ar de desocupadas abrindo assim, perspectivas de formação multifacetada dos nativos tal como servira antes. Todavia, devido a sua localização geoestratégica para acções militares, Kikaya, voltou a ser ocupada pelas tropas das FAPLA, no período de 1975 a 1991.Em 1992, a Igreja iniciou a reconstrução, porém, com o reinicio da guerra após eleições de 1992, a Missão de Kikaya voltou a ser saqueada até hoje, estando as duas Missões de Kinkuni e Kikaya em completa ruína.

Hoje, aquelas Missões que serviram de Centro de Formação de Quadros que servem o país, apresentam um assustador estado de degradação.

DESAFIOS DA IERA

A IERA cuja função primária é de levar o evangelho a todo canto de Angola e não só, entende que essa tarefa será possível se for feita de forma integral. É assim que neste momento em que o país procura ensaiar mudanças profundas; a nossa Igreja vai continuar a prestar a sua contribuição para o alcance do bem-comum. As suas acções continuarão a ser direccionadas para as seguintes áreas fundamentalmente:

1. ÁREA ESPIRITUAL

 Elevar o nível académico e teológico dos seus obreiros
 Consolidar as actuais áreas de evangelização e alcançar novas áreas  

com campanhas evangelisticas, de modo a atingir a todo Território Nacional.

 Continuar a capacitar espiritual, moral e educação cívica e  

eleitoral os seus membros

 Consolidar as parcerias já existentes com: CICA (Conselho das  

Igrejas Cristãs em Angola); CMI (Conselho Mundial das Igrejas); ARM; (Aliança Reformada Mundial); CITA (Conselho das Igrejas de Toda África); DM (Departamento Missionário com sede em Genebra Suiça); URC (Igreja reformada Unida da Inglaterra)


2. ÁREA SOCIAL

A IERA se assume como uma Instituição que almeja que haja Instituições Democráticas credíveis que possam garantir o acesso aos serviços básicos a população com vista a promover a justiça social e o desenvolvimento integral sustentável baseados nos valores morais, éticos e bíblicos. É assim que a ela vai continuar a prestar o seu contributo:

Na construção das consciências dos Angolanos; promovendo a cultura  

de paz e da convivência social, e reconciliação entre os Angolanos de modo a responder melhor os actuais desafios tanto políticos, económicos e sociais.

Na implementação de programas de Educação Cívica e Eleitoral e a  

existência pacifica. Na melhoria dos programas e estruturas já existentes tais como os Centros Médicos de Rocha Pinto, Kikaya, Sanza Pombo e Quimbele bem como construir outras em novas áreas. ? Aconselhar o cidadão Angolano a considerar e respeitar os valores culturais e sociais do país, os Símbolos da Nação, bem como a necessidade de valorizar a família como núcleo fundamental da sociedade com vista a coesão e estabilidade social. ? Incrementar a Identidade cultural mesmo com a globalização. ? Treinar os líderes das associações femininas e juvenis ? Aumentar a produção agrícola ? Realizar programas de educação para a saúde. ? Reabilitar e construir Centros e Postos de Saúde. ? Reabilitar, construir e apetrechar escolas nas áreas rurais com fins de ajudar o governo na erradicação de analfabetismo. ? Melhorar a gestão das escolas primárias e secundárias actualmente em funcionamento. ? Implementar programas e projectos sobre a violência no género. ? Aumentar a consciência Cívica da população.

ENDEREÇO: RUA RAINHA NJINGA N. 75 4. ANDAR , APRT. 16 C. P. 2594 C

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