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Ícone de Cristo na antiga igreja de Santa Sofia, Istambul (Século XII)

Cristo é o nome título dado pelos cristãos a Jesus de Nazaré. A palavra "Cristo" (em grego Χριστός (Christós), ou seja, "Ungido") é uma tradução literal de Messias (mashiach). Este artigo explora as diferentes concepções da figura do Cristo ao longo da história do cristianismo (Cristologia).

Perspectivas segundo o CristianismoEditar

Então, o Filho de Deus se manifestou em carne, e aniquilou o pecado pelo sacrifício de si mesmo na cruz, pela vontade de seu Pai. Assim como as leis do Antigo Testamento foram instituídas no tempo de Moisés, um novo testamento foi assim instituído:

"Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado." (Marcos 16:16)

Segundo os Evangelhos, no terceiro dia após sua morte (que ocorreu numa Sexta-feira, portanto seria o Domingo), ele ressuscitou, e subiu aos céus quarenta dias após a sua ressureição. (Atos 1:3)

"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação." (Hebreus 9:27-28)

O propósito de sua vinda até hoje ainda não foi entendido por muitos.

"Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele." (I Tessalonicenses 4:14)

O cumprimento das antigas profeciasEditar

Segundo o Cristianismo, para podermos descobrir quem seria esse Messias enviado por Deus (e por isso, teria o nome profético de Emanuel que significa "Deus Conosco" ou "Conosco está Deus"), Ele anunciou através de seus profetas diversos sinais para reconhecermos o seu escolhido:

  • Nasceria em Belém de Judá (Miquéias 5:2)
  • de uma virgem (gr. phanteros) (Isaías 7:14)
  • por intermédio de Deus (Salmos 2:7)
  • descendente de Jacó (Números 24:17)
  • da tribo de Judá (Gênesis 49:10)
  • iria para o Egito (Oséias 11:1)
  • surgiria da Galiléia (Isaías 9:1)
  • faria profecias (Deuteronômio 18:18)
  • o Espírito de Deus iria repousar sobre Ele (Isaías 11:2)
  • seria anunciado antes por um mensageiro do deserto (Malaquias 3:1)
  • abriria os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos (Isaías 35:5)
  • curaria os coxos e os mudos (Isaías 35:6)
  • falaria em parábolas (Salmos 78:2)
  • mesmo sendo pobre, seria aclamado rei, em um jumento (Zacarias 9:9)
  • seria rejeitado (Salmos 118:22)
  • traído por um amigo (Salmos 41:9)
  • por trinta moedas de prata (Zacarias 11:12)
  • moedas essas que seriam dadas a um oleiro (Zacarias 11:13)
  • seria ferido, e depois abandonado por seus discípulos (Zacarias 13:7)
  • seria acusado injustamente (Salmos 35:11)
  • seria ferido pelas nossas transgressões (Isaías 53:5)
  • não responderia aos seus acusadores (Isaías 53:7)
  • seria cuspido e esbofeteado (Isaías 50:6)
  • seria zombado depois de preso (Salmos 22:7,8)
  • teria os pés e mãos transpassados (Salmos 22:16)
  • na terra dos seus amigos (Zacarias 13:6)
  • junto com transgressores (Isaías 53:12)
  • oraria pelos seus inimigos (Salmos 109:4)
  • seria rejeitado e ferido por nossas iniquidades (Isaías 53:3-5)
  • lançariam sortes para repartir as suas vestes (Salmos 22:18)
  • o fariam beber vinagre (Salmos 69:21)
  • clamaria a Deus no seu desamparo (Salmos 22:1)
  • entregaria seu espírito a Deus (Salmos 31:5)
  • não teria os ossos quebrados (Salmos 34:20)
  • a Terra se escureceria, mesmo sendo dia claro (Amós 8:9,10)
  • um rico o sepultaria (Isaías 53:9)
  • assim como Jonas ficou três dias dentro do grande peixe (Jonas 1:17; Mat.16:21; Lucas 11:30)
  • Ele ressuscitaria (Salmos 30:3)
  • no terceiro dia (Oséias 6:2)
  • subindo também aos céus (Salm. 68:18; Atos 1:11)
  • e sendo recebido pelo seu Pai, à sua direita (Salm. 110:1; Atos 7:55)

Então, há aproximadamente 2.000 anos atrás, cumprindo todas essas profecias a respeito de sua vinda, Jesus Cristo, o Messias prometido e enviado por Deus, celebrou sua última Páscoa judaica, pedindo para seus seguidores que a partir daquele dia comessem o pão e tomassem o cálice de vinho em sua memória, pois Ele entregaria o seu corpo e o seu sangue no lugar dos pecadores.

Ascendência de Jesus Editar

Marcos e Mateus apresentam diferentes ascendências para Jesus. Cada evangelista expõe a genealogia de uma forma diferente, Lucas por exemplo nos mostra a genealogia partindo de Maria, representada por José até Adão. Na tradição judaica quando um homem se casava com uma mulher, era considerado filho dos sogros.

Segundo Marcos

Jesus era filho de José, que era filho de Jacob, que era filho de Matan, que era filho de Eleazar, que era filho de Eliud, que era filho de Aquim, que era filho de Sadoc, que era filho de Azor, que era filho de Eliaquim, que era filho de Abiud, que era filho de Zorobabel, que era filho de Salatiel, que era filho de Jeconias, que era filho de de Josias, que era filho de Amon, que era filho de Manasses, que era filho de Ezequias, que era filho de Acaz, que era filho de Joatão, que era filho de Ozias, que era filho de Joroão, que era filho de Josafat, que era filho de Asa, que era filho de Abia, que era filho de Roboão, que era filho de Salomão, que era filho de David.

Segundo Mateus e Lucas

Jesus era filho de José, que era filho de Eli, que era filho de Matat, que era filho de Levi, que era filho de Melqui, que era filho de Joana, que era filho de José, que era filho de Matatias, que era filho de Amós, que era filho de Naúm, que era filho de Essi, que era filho de Nagai, que era filho de Maath, que era filho de Matatias, que era filho de Semei, que era filho de José, que era filho de Judá, que era filho de Joana, que era filho de Resa, que era filho de Zorobabel, que era filho de Salatiel, que era filho de Neri, que era filho de Melqui, que era filho de Adi, que era filho de Cuzan, que era filho de Elmudan, que era filho de Er, que era filho de José, que era filho de Eliezer, que era filho de Jurim, que era filho de Matat, que era filho de Levi, que era filho de Simeon, que era filho de Judá, que era filho de José, que era filho de Jonan, que era filho de Eliaquim, que era filho de Melea, que era filho de Mainan, que era filho de Matata, que era filho de Natan, que era filho de David. No evangelho de Lucas a genealogia segue-se até Adão.

Perspectivas segundo o Cristianismo esotérico Editar

Na tradição ocidental esotérica Predefinição:Ref, Essénia e mais tarde Rosacruciana, é realizada a distinção entre Jesus e o Cristo Predefinição:Ref. Jesus é considerado um elevado Iniciado da onda de vida humana (que evolui através do ciclo de renascimentos) e que possuía um tipo de mente singularmente puro, vastamente superior à grande maioria da humanidade actual. Ele foi instruído durante a juventude pelos Essénios para a mais elevada honra concedida a um ser humano: preparar o seu corpo físico e o corpo vital (ou etérico) puros, sem paixão, e altamente desenvolvidos (já sintonizados com as elevadas vibrações do 'espírito de vida') para os ceder, no momento do Baptismo, ao Cristo para o Seu ministério no plano ou mundo físico. Cristo é considerado o mais elevado Ser espiritual da onda de vida que se designa por Arcanjos e completou a sua união ("o Filho") com o segundo aspecto de Deus (os três aspectos de Deus, segundo o Cristianismo esotérico, são: Vontade, Sabedoria e Actividade).

Nesta tradição, é feita a distinção clara entre o Cristo Cósmico ou exterior e o Cristo Interno, sendo que o Cristo Cósmico auxilia cada indivíduo na formação do Cristo Interno (também designado por corpo-alma, tradução correcta da expressão "soma psuchicon" de Paulo de Tarso, ou o Dourado Manto Nupcial (Mateus 22:2,11)); contudo frisa-se que a formação do Cristo Interno é um trabalho da responsabilidade de cada indivíduo. O Cristo Interno é considerado o verdadeiro Salvador que necessita de nascer no interior de cada indivíduo para que o mesmo possa progredir para a futura Sexta Época na região etérica da Terra, isto é, na Nova Galileia: "uns novos céus, e uma nova terra". De acordo com a presente tradição Predefinição:Ref, o Segundo Advento do Cristo não é realizado no corpo físico mas sim no novo corpo-alma de cada indivíduo na região etérica [1] do planeta ("seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares" (I Tessalonicenses 4:17)), e o Dia de consumação deste evento, conforme descrito na Bíblia, não é do conhecimento do homem. A tradição esotérica Cristã ensina que virá primeiro um periodo preparatório conforme o Sol entre por precessão em Aquarius: a Era de Aquarius que se irá iniciar.

Perspectivas segundo a Doutrina EspíritaEditar

Segundo a obra "Livro dos Espíritos", Jesus é um modelo moral para os seres humanos (encarados como sendo espíritos encarnados), um exemplo de conduta a ser seguido na busca pelo auto-aperfeiçoamento a que todos estariam destinados. Igualmente, é um modelo moral para todos os espíritos desencarnados (todos os espíritos que habitam o Mundo Espiritual) que proseguem na busca da prefeição moral e da pureza.

Muitos espíritas (ou espíritistas) atribuem ainda a Jesus caracteres cosmológicos, considerando-o como "Governador Espiritual da Terra" e atribuindo-lhe responsabilidade moral, espiritual e administrativa sobre todo o planeta, a partir da literatura desenvolvida pelo médium brasileiro, Chico Xavier. Este está subordinado a Deus, o Espírito Superemo.

Outros ainda, inspirados nos escritos compilados pelo médium advogado francês Jean-Baptiste Roustaing, possuem uma visão extremamente assemelhada àquela preconizada pelo Docetismo sobre Jesus, sustentando que ele teria tido somente um corpo fluídico e não material (não tinha encarnado, isto é, não havia tornado-se num humano). Este ensinamento está em franca oposição aos ensinamentos contidos na codificação da Doutrina Espírita feita por Allan Kardec, notadamente na obra intitulada "A Gênese".

Perspectivas segundo o GnosticismoEditar

Os gnósticos sustentam o mesmo ponto de vista do nestorianismo: Cristo e Jesus seriam seres distintos. Jesus seria um alto iniciado que pertence à humanidade atual. Cristo, contudo, seria um iniciado de uma outra onda de vida anterior à nossa, que são os atuais arcanjos. Como Cristo nunca teve a experiência de construir um corpo físico, foi outorgada a Jesus - que teve encarnações anteriores - a missão de preparar um corpo físico que seria usado por Cristo no momento do batismo.

Para os gnósticos, a função de Jeová (identificado como o Espírito Santo, e não como o Deus Pai) foi a de um espírito de raça, que separou os homens em raças e tribos para que tomassem a consciência do indivíduo. Cristo teria vindo à Terra quando a função de Jeová já estava completa, e aí teria início a formação de uma fraternidade universal. Quando a missão de Cristo tiver sido concluída, será entregue a Deus a tarefa de ser o guia da humanidade. Veja também Tetragrama YHVH.

Perspectivas segundo o Islamismo Editar

Para os muçulmanos, Jesus Cristo foi um profeta da mesma linhagem de Maomé, devendo, portanto, ser respeitado e reverenciado. Contudo, ao contrário do que é comumente aceito, os muçulmanos advogam o ponto de vista que Jesus Cristo não foi crucificado; Judas teria sido transformado em sósia de Jesus e crucificado no lugar dele, como punição pela traição.

Perspectivas segundo o Judaísmo Editar

Muitas vertentes do Judaísmo consideram que Cristo tenha sido um profeta, tal como Jeremias, Ezequiel, entre outros. Entretanto, para a maioria dos judeus, Cristo foi apenas um falso messias, uma vez que, para eles, várias outras profecias a respeito de quem seria o Messias judaico não foram levadas em consideração, entre eles a de que o Messias formaria uma fraternidade universal.

Perspectivas segundo as religiões orientais Editar

Muitas religiões orientais também consideram Jesus Cristo um ser iluminado enviado à terra para trazer mensagens de paz e fraternidade, assim como vários outros, como por exemplo Buda e Krishna.

Perspectivas segundo as tradições esotéricasEditar

Algumas correntes ocultistas consideram que Cristo não é um indivíduo mas um cargo ou função da Hierarquia Espiritual. Maitreya tem sido o Cristo nos últimos 2.600 anos e ainda seguirá nessa função durante toda a Era de Aquário. Na Palestina, há cerca de 2.000 anos, Maitreya trabalhou através de seu então discípulo Jesus. Desde o batismo de Jesus no rio Jordão até sua crucificação, a consciência de Maitreya se fez presente com o pleno consentimento e cooperação de Jesus. Esse processo consciente, usado entre os mestres e seus discípulos, foi descrito pela ocultista Helena Blavatsky. Dessa forma, Maitreya pode assim mostrar ao mundo a grande força espiritual a que chamamos Amor. Em 1948, o iminente reaparecimento de Maitreya foi revelado no livro da médium Alice Bailey, A Reaparição do Cristo.

Literatura de referênciaEditar

  1. Rodrigues, Francisco Marques (obra póstuma), Estudos Bíblicos - Ensinamentos da Tradição Esotérica Cristã (Vol. I), ISBN 972-9381-13-5, Portugal, 2005
  2. Max Heindel, Conceito Rosacruz do Cosmos (Parte III, Cap. XV: Cristo e Sua Missão), Novembro 1909
  3. Heindel, Max, Como Conheceremos Cristo Quando Ele Voltar?, Maio 1913 (relatório taquigrafado de uma palestra)

Ver tambémEditar


45px-Smallwikipedialogo.png Este artigo utiliza material oriundo da Wikipédia. O artigo original está em Cristo. A relação dos autores originais pode ser vista no histórico do artigo. Assim como acontece com a Cristianismo Wiki, o texto da Wikipédia encontra-se debaixo da Licença de Documentação Livre GNU.

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